A decisão de transformar a dor em escrita, e a necessidade de não silenciar o coração.

Outubro 2025

Clarisse Lispector escreveu

“Toda escrita é um ato de coragem”.

Porque escrever é transformar pensamentos em palavras,

silêncio em voz e ideias em algo que pode tocar outras vidas.

Cada paragrafo escrito, é um passo a mais entre o sonho e a realização.

É deixar um pedaço de si morar no mundo, eternizando sentimentos,

ideias e histórias que talvez nunca fossem ditas de outra forma.

Essa escrita trará em seus parágrafos narrativas sobre a reta final de um ano que me transformou.

Um ano em que a vida me pediu mais silêncio do que explicações.

Mais verdade do que performance.

Mais presença do que pressa.

Fui chamada a despir antigas camadas:

Expectativas alheias, culpas herdadas, versões de mim que já não me cabiam mais. Doeu. Mas doeu porque era parto, Não castigo.

Sustentei tudo como quem sustenta um altar.

A minha trajetória traz o “Cuidar” “o amar além”,

tudo que faço é com a alma.

Minha caminhada sempre foi transformar, problema em oportunidade, transformar jardim em templo, transformar rotina em ritual.

E mesmo cansada, não endurecia, sorria sempre.

Mas este foi o ano em que parei de me perguntar:

“o que esperam de mim?” E comecei a ouvir

“o que Deus espera de mim agora?”

Não terminei o ano maior aos olhos do mundo.

Terminou mais verdadeira. Mais alinhada. Mais inteira.

E isso muda tudo.

Porque quem atravessa um ano assim não volta ao mesmo lugar.

Volta para sua casa. Dessa forma 2025 você me moldou na marra.

Me arrancou certezas.

Virou meus planos do avesso.

E me fez olhar para dores que eu escondia ate de mim mesma.

Você apagou caminhos.

Fechou portas que eu jurava que eram minhas…

E ainda assim me empurrou para um lugar que eu jamais teria coragem de ir sozinha. Foi pesado, foi, e ainda é.

Mas entre quedas e silêncios, eu descobri uma

Versão minha que só Deus sabia que existia.

Uma força que nasceu do caos, e uma fé que cresceu justamente onde tudo faltou. Aqui nesta escrita vamos pensar, problematizar, refletir e discutir sobre:

FÉ.

RESILIÊNCIA.

GRATIDÃO…

Com fé, resiliência e gratidão, posso dançar com o vento quando a vida soprar forte, e deixar que a chuva caia, mas não levar embora a vontade de florescer.

É quebrar por dentro e, ainda assim, permitir que a

luz encontre um espaço entre as rachaduras.

É compreender que cada cicatriz é uma história de sobrevivência,

e que o coração, mesmo cansado, saiba recomeçar.

Ser resiliente é renascer das próprias cinzas, não porque se esqueceu do fogo, mas porque aprendeu a brilhar junto com ele.

Nesta caminhada as vezes, não entendemos o porquê que

certas coisas acontecem, mas com o tempo, percebemos que tudo veio no momento certo, e do jeito que precisava ser.

A vida tem um jeito perfeito de nos colocar no caminho o que é nosso,

mesmo que no inicio, pareça confuso, confie no tempo, confie no processo,

confie que tudo está exatamente como deve estar.

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